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Histórias

28/05/2018 12:35

CabraBom: homenagem à mãe resulta em negócio inspirador

Chegamos na propriedade de Miguelina e Vitor por volta das 9h e fomos recebidos pela anfitriã, a filha Alice, a neta Ana Clara e o genro Laercio Miranda. Logo que entramos na casa já senti um cheirinho que me fez viajar para os bons tempos de criança, quando  morava no sítio e o leite fervia e derramava no fogão. Era um doce de leite de cabra que estava no fogo. O cheiro era muito parecido, mas o leite não tinha derramado. Experiente, Miguelina usou o conhecimento popular e colocou um prato dentro da panela. Desta forma, o leite sobe, mas não derrama. Fica apenas o doce cheiro pairando no ar. 

Ali mesmo, perto da panela, eu já fiquei sabendo um pouco da história da família. Servidor público aposentado, José Vitor teve o primeiro contato com as cabras na infância. A mãe criava os animais em um sítio e era ele e os irmãos quem tiravam o leite. As lembranças daquela época jamais serão esquecidas. Inclusive a do dia em que ladrões passaram pela propriedade e levaram todos os animais. A mãe de Vitor faleceu quando ele tinha nove anos. Foram tempos difíceis. 

Ele cresceu, casou-se, teve filhos, e compartilhou com a esposa um antigo sonho: voltar a criar cabras. Miguelina não entendia nada do assunto, mas apoiou o marido. Juntos e com apoio das filhas, eles começaram a trabalhar com os animais e não pararam mais. Já são 12 anos criando cabras na Estância CabraBom, em Cuiabá. 

Fomos até o capril onde Vitor estava cuidando das cabras e, quando chego lá, descubro que já conhecia Vitor da época em que trabalhava na televisão. Fiquei bem feliz, nunca imaginava que encontraria ele cuidando de cabras algum dia. Pois lá estava ele, de botas e chapéu no meio dos pequenos cabritos.

Descobri naquele momento que os filhotes de cabras gostam de brincar. São carinhosos. Podemos chegar bem pertinho e passar a mão. Até pegar no colo. Eles ficam saltitando e batendo a cabeça um no outro, parecendo crianças brincando. E também gostam de mastigar a roupa da gente. Logo veio um me rodear. Eu fiquei super a vontade, pois nasci e passei parte da minha infância no campo. Brinquei muito com bezerros, mas nunca com cabritos.  

Vitor nos mostrou o local onde as cabras são alimentadas e onde tiram o leite. Nos contou como é o processo de higienização para garantir que o leite não seja contaminado. Tudo é muito criterioso. Cada cabra dá, em média, três  litros de leite. 

Depois fomos conhecer os cabritinhos mais novos, de três a quatro meses. Passamos algum tempo no local, onde havia um balanço. Fiquei curiosa e me falaram que o balanço é para os animais. Eles sobem e balançam, acreditem. Muito engraçado isso. 

Ainda tive a oportunidade de acompanhar Vitor no capril para ver as cabras prenhas. Elas são mansas. Deixam colocar a mão na barriga. É normal terem dois ou até três filhotes. Só tem um bode no rebanho. Ele não é muito amigável não, principalmente com os homens. Fiquei meio longe dele também, por precaução. Melhor não arriscar. 

Depois de passar um bom tempo perto dos animais, retornamos para a casa, que fica a poucos metros, e fui provar o leite de cabra. Achei ele um pouco mais forte do que o leite de vaca, e não estou falando do leite que compramos na caixinha não. Falo do leite in natura mesmo. É bem saboroso. 

Miguelina fez um delicioso almoço para nós. Uma comidinha bem caseira. Tive que repetir. Sabe o que veio depois? O doce de leite de cabra que estava no fogo quando chegamos. Uma delícia! Fresquinho! 

Para completar, ainda provamos o famoso cremosinho de leite de cabra com frutas. Eu já tinha ouvido falar dele, mas nunca tinha provado. Comi o de abacate. Muito saboroso. Bem cremoso mesmo. Não tem apenas gelo, como os geladinhos que já provei. Tem um tamanho bom, para que você possa provar um outro sabor se quiser. O melhor gelado que já comi. 

E ainda provei o queijo de cabra fresco que Miguelina faz. Gente, o que é isso?! Eu amo queijo fresco, mas esse derrete na boca. É muito saboroso. E eu não sabia, mas além de muito nutritivo, o leite de cabra é consumido até por pessoas que tem problemas com o leite comum, porque ele tem fácil digestão. 

Por esse motivo a família é bastante procurada. Eles vendem o leite in natura, o queijo, a coalhada, licor e o cremosinho. Você pode encontrá-los nas redes sociais com o nome Estância CabraBom, tanto no Facebook quanto no Instagram. A família também recebe grupos de estudantes e outros interessados para visita. É só ligar e marcar! A criançada é quem mais se diverte. Vale muito a pena! 

Sem contar que conhecer uma história como da família vale muito a pena. Inspiradora e respeitável! 

Telefones para contato: 65 99247.8016; 65 99246.8063 e 65 99302.8823.

Por: Tania Rauber


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