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Histórias

25/05/2018 12:09

As idas e vindas ao Morro de Santo Antônio

Quando subi pela primeira vez o Morro de Santo Antônio disse a mim mesma: Nunca mais! 

Pois bem! Desde então já voltei duas vezes lá! A primeira vez acompanhei um grupo de colegas da TV Record que decidiu subir o morro para fazer uma atividade diferente de final de ano. Eu, é lógico, sempre participante de tudo, não podia ficar de fora. Na verdade sempre gostei de trilhas e aventura. Fui uma das primeiras a dar o nome. 

Saimos de Cuiabá de van e seguimos pela rodovia Palmiro Paes de Barros sentido Santo Antônio de Leverger. A entrada para o morro não tem sinalização. Fica a cerca de 8 quilômetros depois do trevo da rodovia dos Imigrantes e o ponto de referência são as estátuas de dois índios às margens da estrada. A partir dali você segue a estrada de chão até o estacionamento. 

No pé do morro tem uma placa com algumas informações. Foi ali que soube que o Morro de Santo Antônio tem elevação de 560 metros de altura. Pensei: Fichinha. Rapidão chegamos ao topo. Doce engano! A subida é muito íngrime, com muitas pedras. Não é nada fácil. E pra piorar. Nós subimos no início da tarde. Estava muito quente. O que contribuiu foi a companhia dos colegas. Mesmo assim duas não conseguiram concluir a trilha. 

Também descobrimos que o morro teve papel fundamental na história de Mato Grosso. Durante a Guerra do Paraguai foram montados pontos de observação no topo do morro, para evitar uma possível invasão dos paraguaios através do rio Cuiabá. E realmente, a vista do alto é muito ampla. 

Já na subida tivemos lindas vistas. Paramos várias vezes para fazer fotos em espécies de mirantes. 

Mas por alguns momentos pensei que não chegaria ao final. Foi difícil. Cheguei entre as últimas. O problema é que chegamos muito cedo ao topo. O sol estava muito forte. Não conseguimos ficar muito tempo. A vista era linda. Dava pra ver Cuiabá e Várzea Grande pequeninas lá longe. Lindo demais! 

Então retornamos e a descida foi muito mais fácil. 

Ano depois, já com o Canal Pixé no ar, recebi um convite para acompanhar um grupo de amigos que faria uma capitrilha no morro, ou seja, ia subir o morro em ritmo de festa junina. Eu pensei: Não posso perder essa! Lá fui eu! Mas antes, me certifiquei do horário. O grupo sairia mais tarde, para pegar o pôr do sol. 

Coloquei meu vestido de quadrilha e fui, com minhas amigas Ariani e Sandra,  para registrarmos o passeio. Pensei que seria mais fácil, mas não foi. Mesmo sendo mais tarde, o calor judiou. Nossa, pensei em desistir várias vezes. Só não fiz isso porque estava fazendo um vídeo para o canal. E como atrasamos, porque nos perdemos no caminho. A antiga estrada de acesso foi fechada e um novo caminho leva os aventureiros ao morro, escureceu muito rápido. 

Então dessa vez tive uma experiência diferente. Cheguei ao morro já noite. E gente, que linda a vista do local a noite. Linda mesmo! Cuiabá é espetacular a noite. Me apaixonei! Ficamos algum tempo por lá, fazendo nosso lanche. A volta foi leve  e divertida. 

Depois dessa experiência pensei que não voltaria mais ao Morro de Santo Antônio. Engano! Um dia meu amigo Anderson Sartori me convidou para assistir o nascer do sol no topo do morro. Vi uma foto e me apaixonei. Era final de ano, que tinha sido um pouco difícil para mim. Pensei: Mereço! Não fiz muitas trilhas este ano. Então confirmei minha ida. Nos encontramos no trevo da Imigrantes às 5h e partimos. Estavámos em seis pessoas. Levamos lanternas e celulares para clarear o caminho, porque é tudo escuro, muito escuro. 

Também coisas para tomar o café lá no alto. Que delícia. Eu levei uma garrafa de café. Eu não, o Anderson levou! 

Desta vez, pensei, vai ser diferente. Sem sol, fresquinho. Mas gente, não foi. Eu estava com alguns quilos a mais do que das outras vezes e já sabem o resultado. Fui a última a chegar. Eu e Ivan, que ficou para me acompanhar. Também decidi fazer um vídeo da subida. Foi legal. Diferente. Apesar de não ter sol, estava abafado. E foi difícil. 

Bem, chegamos no topo o sol ainda não tinha nascido. E ele não nasceu. Tinha muitas nuvens e acabou que apenas alguns raios deram o ar da graça. Então, nada daquela paisagem linda. Realmente minha história com o Morro de Santo Antônio é complicada... 

Mas foi um café pra lá de diferente. Além da vista espetacular, o que ninguém vai esquecer é do meu café, que estava perfeitamente frio. A garrafa não funcionou acreditem. Anderson quis me jogar lá de cima. Levou  uma linda caneca para tomar o café e ficou muito frustrado. Isso tudo nos rendeu muitos risos. Mas tivemos geléia carissima, de R$ 20, talheres de prataria. Muita sofisticação! 

Foi nessa subida que também descobri algumas curiosidades sobre a história do morro e eu conto ela nesse vídeo. 

Bem gente, vocês já viram que nas aventuras da vida, nem tudo sai como planejamos. Mas quando nos prontificamos a encarar os desafios e aceitamos o carinho das outras pessoas, sempre temos boas histórias para contar. Eu não sei se voltarei ao Morro de Santo Antônio novamente, mas só sei que ainda não vi o sol nascer de lá. E essa vista com certeza, é uma das que quero ter na minha lembrança! 

 

 

 

 

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