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Grandes Histórias

Templo do Pádua será recanto da Arte, dança e teatro

Ao entrar no “templo do Pádua” os olhos encontram obras gigantes, carregadas de inspirações gregas, europeias, indianas, cuiabanas. Para os mais atentos é sintonizar os ouvidos e uma música invisível toca a alma.

Reparando bem os detalhes há esculturas dançando, seja balé ou dança contemporânea. O teatro está representando em vários cantos. De forma sutil é anunciada a nova  fase do artista Pádua: a realização do sonho de ter seu próprio anfiteatro, que vai comportar até 350 pessoas.

Podemos celebrar! A previsão é que em um ano o consagrado artista Pádua Nobre presenteie Cuiabá com seu espaço completo de arte, um agrado pelos 300 anos da capital. Aos 60 anos Pádua irá materializar o sonho de criança, de também ser artista de dança e teatro. Na estreia ele próprio entrará em cena. Luzes e ação, aí vem o Pádua aquecer nossos corações com a nobreza da dança e do teatro.

As leituras de clássicos estão atualizadas, o texto sempre esteve pronto na alma do artista cearense, radicado no Rio de Janeiro, que adotou Cuiabá há 35 anos.

A vontade expressa de oferecer formação em teatro e dança para os mais jovens fazem Pádua se encher de ânimo, coragem e emoção.

O despertar do artista – Pádua Nobre nasceu em Quixeramobim, Ceará. Aos quinze anos foi para o Rio de Janeiro, onde estudou Artes Cênicas, área que despertava sua atenção desde criança.

Ele fazia os próprios brinquedos de argila e de madeira. Ao chegar no Rio de Janeiro, esculpir os primeiros objetos em argila foi fácil. As primeiras criações foram vendidas em sacolas, de porta em porta, especialmente em escritórios localizados em Copacabana.

Fez muitas máscaras para peças de teatro e também mulheres grávidas em fibras de vidro para consultórios médicos. “Sempre encarei como trabalho normal, nunca com o glamour da arte somente”, relembra Pádua.

Em Copacabana foi encontrando os maiores fãs, nascia ali a profissão que o manteria pela vida. Em 1983 a esposa foi transferida para Cuiabá e ele veio acompanhando.

Ao chegar aqui teve uma ingrata surpresa: as pessoas não queriam nem de graça os objetos de arte. “Era falta de costume com esse tipo de produto”, relembra Pádua.

Isso não impediu Pádua de continuar fazendo formas e esculturas a partir do barro. “Elaborava várias peças, colocava em caixas, pegava ônibus Andorinha e Motta e ia pro Rio de Janeiro levar para os clientes cativos de lá”, recorda, com orgulho, Pádua.

Nascia ali o artista empreendedor Pádua, sempre focado no cliente, na arte como meio de sustento e não por vaidade.

O Pádua conquista Cuiabá - Em Cuiabá os primeiros profissionais a valorizarem o trabalho do Pádua Nobre foram os decoradores e arquitetos. Aos poucos as encomendas foram chegando, a divulgação na mídia também e o artista pôde deixar de fazer suas longas viagens de ônibus para o Rio de Janeiro, passando a atender o mercado consumidor de arte de Mato Grosso.

Por entender seu trabalho como produto a ser consumido, Pádua sempre aceitou encomendas, fossem pequenos objetos ou grandes. E tem se destacado grandes obras, a prova é o ateliê do Pádua, na Avenida Miguel Sutil. Há décadas ele chegou no local onde só tinha mato. Fincou ali sua história, a galeria que enche os olhos de beleza e aquece os corações com tanta poesia virou um complexo familiar.

A filha do Pádua tem seu escritório de advocacia e o filho uma imobiliária em outra ampla sala. O olhar visionário do artista rendendo frutos, desde sempre.

É assim, só de short e camisa (para a entrevista disse que se vestiu de empresário), numa perfeita simbiose com o cimento e as imagens criativas das futuras obras, que o Pádua, ao lado do seu fiel escudeiro artesão Edson passa, feliz,  os dias, burilando o físico e emocional, elaborando obras encantadoras.

A quem questiona se o barulho da Avenida Miguel Sutil atrapalha seu processo criativo, a resposta do Pádua é enfática e rápida: “Não preciso de silêncio, preciso de cliente”.

Assim, polido, centrado, culto, altivo, leve, completo, realizado e sonhador prossegue Pádua ouvindo especialmente a si mesmo na construção do seu mundo ideal, onde a arte em várias nuances ocupa posição central.

Gratidão por sua alma nobre,  Pádua!

Texto: Jornalista Creuza Medeiros

Vídeo: Tania Rauber

Fotos: Creuza e Tania


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