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Grandes Histórias

Flor Sonia Moura, uma história perfumada!

Empreendedora é substantivo, verbo, visão de mundo, filosofia de vida quando o nome citado é a alma florida Sonia Moura, que em 1972 se mudou do Paraná para Tangará da Serra. Ela foi para a cidade estudar, mas em seu destino tinha muito mais pra acontecer. A luxação no quadril jamais impediu essa mulher visionária de seguir em frente, com olhar de águia.

Prestes a completar 50 bem vividos e intensos anos, a empresária recebeu a equipe do Divino Mato Grosso para contar sobre sua trajetória ímpar. Temos a honra de contar hoje a história de uma empreendedora que começou uma loja com 25 metros (alugada) e tem  uma das opções mais completas em decoração de Cuiabá, com 800 metros quadrados, e muitos fãs de seus produtos.

Foi difícil escolher o local para gravar a entrevista por conta de tantas opções de cenário na Capim Cidreira.

Sonia começou assim: “Me mudei da fazenda pra cidade  estudar, gostava de ir ao cinema, em 1979 tinha dois cinemas em Tangará, como eu não tinha dinheiro para pagar a entrada, fui vender verdura pra pagar os ingressos, que custavam dois reais.”

Sonia lembra até do cheiro das hortaliças que vendia na bacia. Ela conta que estudava de manhã, bordava desde menina, fazia crochê. “Eu ia pra fazenda e levava as coisinhas pra bordar, ia  pro rio”. Um dia, na fazenda, aos sete anos,  do nada, falou que desejava ser arquiteta.

Aos dez  anos de idade, Sonia limpava casa, fazia várias outras atividades. Aos 13 o pai faleceu, embora tenha sofrido um bocado disse que entendeu a situação.  “A gente morava numa travessa, os vizinhos nos ajudaram muito. Uma pessoa fundamental naquele momento foi o Seo  José, do armazém. Ele perguntou pro meu irmão se tinha uma irmã querendo trabalhar. Fui e fiquei somente cinco dias e quis sair. Mas depois de uma conversa com Seo José acabei ficando. Foram alguns anos trabalhando no meu primeiro emprego fixo”.

A passagem pelo armazém serviu para Sonia aprender umas lições nobres pra vida toda. Segundo Sonia, “Seo José”  foi o primeiro de muitos anjos.  Depois chegaram o Supermercado Catarinense, Marisa Franças, Ady Mady, etc..

“Me  encantei  com o trabalho na área de vendas na loja de roupas, bati metas e sempre fiquei em primeiro lugar. Descobri que sou vendedora nata. Em 1993 fui  pro Japão com meu então marido Marcelo,  mas não me adaptei ao trabalho por conta da luxação no quadril porque tinha que trabalhar o dia todo em pé. Aí fiquei quatro meses em casa, cozinhava e lia muito”.

Voltou para o Brasil, foi novamente para o Japão, e quando  faltavam seis meses para retornar para o Brasil de vez, descobriu que seria mamãe. Mesmo grávida, encarou um trabalho de vender cachorro quente e caldo de cana  num trailer, transportou alunos em Kombi escolar e foi dona de lanchonete.

Em 1999/2000 um novo episódio na vida de Sonia a fez mudar de rumo. De um dia para outro teve um problema de saúde e não conseguiu mais sair de casa. Eis que uma manhã,  antenada no programa da Ana Maria Braga, seus olhos brilharam ao ver a montagem de uma topiaria de alho.

“Assim que melhorei comprei o alho, os vasos e montei a topiaria, que foi parar na nossa lanchonete.  Daí começaram as encomendas e me lancei no mundo das sementes, dos grãos, dos enfeites”.

Com a simpatia e olhos brilhantes tão característicos de Sonia foi fácil abrir várias portas para vender suas criações. As topiarias foram parar em salões de beleza de amigas, etc... Em seguida a artesã fez o primeiro arranjo floral, começava aí a segunda etapa do crescimento humano e profissional de Sonia  Moura.

A florista nasceu  – Após o primeiro arranjo, Sonia conseguiu deixar alguns em consignação na Tec Art, a arquiteta Karla Di Grecco também chegou a vender alguns. Aliás, os arranjos foram se espalhando um a um, atraindo fãs clientes.

Entra em cena outro anjo da guarda. “A Lucia Abreu viu meu arsenal de flores e começou nova etapa. Passei por uma loja pequena na Getúlio Vargas e em 2004 abri a primeira loja Capim Cidreira na Avenida São Sebastião, de apenas 25 metros, onde investi inicialmente R$ 1.200, na verdade nem tinha o ponto ainda quando fiz a compra”, relembra Sonia.

No atual ponto, na Avenida Dom Bosco, Sonia começou a história em 2011, após voltar de férias. Foi o momento mais certo da Sonia empreendedora se revelar. Pelas condições do imóvel fechado há 16 anos, somente uma mulher de muita visão enxergaria a loja incrível instalada hoje no local.

Como Sonia se define aos 50 anos, com dois filhos homens e a netinha Helena, que acaba de florir de vez a sua existência? “Neste tempo foram flores e também superações, me sinto muito realizada, se você quer e segue, tendo pessoas que acreditam  nos mesmos sonhos, é possível”.

De onde vem tanta força? “Um pouco vem da minha mãe, a mulher mais corajosa do mundo. Depois é acreditar e passar essa energia da vitória para todos que nos cercam”, finaliza  a filósofa Sonia Moura.

Ela termina a entrevista brindando e celebrando com os muitos funcionários, alguns que a acompanham desde a primeira lojinha de 25 metros quadrados.

O olhar amoroso, que exala a beleza das flores, acolhendo e abraçando cada um do seu lado. Outra palavra faz parte do DNA de Sonia: otimismo, aquele contagiante e transformador, que somente almas elevadas conseguem manter em meio a adversidades.

Um orgulho contar história tão inspiradora quanto de Sonia Moura, mulher de fibra, alma florida.  Nem 50 textos conseguem reproduzir fielmente a força desta guerreira com alma de jardim.

Texto: Creuza Medeiros.


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